Abandono de Fernando Alonso no GP do Canadá
Fernando Alonso deixou a corrida do Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 após sofrer intensas dores nas costas. A equipe Aston Martin acredita ter identificado uma possível causa para o problema. De acordo com Mike Krack, diretor de operações de pista da equipe, o desconforto pode estar relacionado à posição do banco no modelo AMR26.
Situação da Corrida
O piloto espanhol abandonou a corrida em Montreal depois que ficou evidente que a chuva esperada não chegaria ao Circuito Gilles Villeneuve. Sem possibilidades reais de obter um resultado competitivo, Alonso decidiu não continuar na prova, buscando evitar a agravamento de seu problema físico.
Desconforto e Análise da Equipe
Conforme relatado por Krack, Alonso já enfrentava desconfortos há algum tempo, embora a situação não tivesse chegado a um nível crítico anteriormente. O diretor explicou que a dor parece estar associada a um “ponto de pressão”, que se intensificava gradualmente durante as atividades na pista.
“Ele estava desconfortável há algum tempo, nunca a ponto de ser algo impossível de continuar, mas era como um ponto de pressão onde a dor vai ficando cada vez pior”, afirmou Krack em entrevista à imprensa.
Possível Causa do Problema
A Aston Martin suspeita que o problema possa estar ligado à posição extremamente baixa que os pilotos adotam dentro do cockpit. Segundo Krack, a evolução dos carros nos últimos anos levou os competidores a assumirem uma postura cada vez mais reclinada, um fator que agora está sendo cuidadosamente analisado pela equipe britânica.
“Eu acho que precisamos reconsiderar um pouco a posição do banco. Com esses carros, você tenta deixar o piloto o mais baixo possível”, explicou o dirigente da equipe de Silverstone. “Quando você observa como os pilotos se sentavam nos últimos anos, percebe que a posição está cada vez mais inclinada, quase deitado, e precisamos verificar se não fomos longe demais nisso”, acrescentou.
Reação de Alonso e Próximos Passos
Krack também indicou que Alonso provavelmente teria suportado a dor até o final da corrida, caso estivesse competindo por posições mais relevantes. Entretanto, como o espanhol estava distante das primeiras colocações e sem expectativa de melhora nas condições climáticas, a equipe decidiu evitar riscos desnecessários.
O diretor enfatizou que a Aston Martin continuará investigando a situação para prevenir novos episódios nas próximas etapas da Fórmula 1. “É algo que precisamos verificar”, concluiu Krack ao comentar os estudos da equipe sobre o posicionamento do banco no carro de Alonso.