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Pedro Acosta não acredita que uma associação de pilotos da MotoGP seja viável: “Somos muito egocêntricos”.

por Bernardo Oliveira
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Pedro Acosta não acredita que uma associação de pilotos da MotoGP seja viável: "Somos muito egocêntricos".

Acosta Critica a Falta de Unidade entre os Pilotos de MotoGP

Pedro Acosta acredita que a criação de uma associação de pilotos em MotoGP, semelhante à Grand Prix Drivers Association (GPDA) da Fórmula 1, é inviável, apontando que o grid é excessivamente "egocêntrico".

Segurança dos Pilotos em Debate

A segurança dos pilotos na MotoGP voltou a ser discutida após um Grande Prêmio da Catalunha marcado por uma série de acidentes, que resultaram em lesões para Alex Marquez e Johann Zarco em colisões separadas. Apesar de fabricantes e equipes possuírem suas próprias associações para representá-los, não existe um corpo coletivo que defenda os melhores interesses dos pilotos.

Os pilotos têm a oportunidade de expressar suas queixas em reuniões semanais da Comissão de Segurança, mas tanto Luca Marini quanto Francesco Bagnaia criticaram a baixa participação nas reuniões antes do fim de semana em Barcelona. Apenas três pilotos, Marini, Bagnaia e Jack Miller, estavam presentes na reunião em Le Mans na semana anterior.



Opinião de Pedro Acosta

Questionado sobre a possibilidade de uma organização semelhante à GPDA no MotoGP, Acosta respondeu: "Não sei realmente como funciona a da F1. Nós somos os que proporcionamos o espetáculo, e não é suficiente apenas estar no centro do show; é preciso olhar o que acontece ao redor. É difícil buscar uma solução após tão pouco tempo."

Acosta, que já se destacou como um dos principais pilotos da grid, reconhece a responsabilidade de desempenhar um papel mais ativo em tais situações. "Isso é como tudo: você se posiciona se os outros 20 também o fizerem", afirmou. "Se alguém está lutando pelo campeonato mundial, que não é meu caso, mas é o caso de Marco Bezzecchi. Por exemplo, se ele não quisesse correr ontem, mas outro rival pelo título tivesse ido para a grid, ele o seguiria. Você está atrás do sonho da sua vida; se os outros saem, você sai. Todos nós teríamos que nos manter firmes e dizer que não há corrida."

Desafios para a Unidade dos Pilotos

Acosta acrescentou que, embora o exemplo citado valide a necessidade de uma frente unida, a situação é complexa. "Sempre há um piloto que vê uma oportunidade em um fim de semana. Se você me dissesse duas horas antes da corrida que, se algo acontecesse, não correríamos, para um fim de semana em que você está em boa forma, eu teria querido correr."

Ele ainda complementou: "Você precisa entender que os pilotos, mesmo que não pareça, são bastante egocêntricos. Você está sempre buscando suas chances de fazer um grande destaque."

Reflexões sobre o Grande Prêmio da Catalunha

Questionado se, com um dia de reflexão, suas opiniões sobre o que ocorreu no domingo durante a corrida repleta de acidentes em Barcelona haviam mudado, Acosta respondeu: "Eu mantenho o mesmo ponto de vista que tive ontem; não havia necessidade de uma terceira corrida. Eles deveriam ter dado metade dos pontos. Realizar uma terceira corrida foi um desafio ao destino; se já houve dois acidentes tão sérios, não havia necessidade de buscar um terceiro. Eu ainda penso o mesmo."

Alguns pilotos, incluindo Joan Mir e Enea Bastianini, acreditam que uma solução para evitar o problema crônico na primeira curva de Barcelona seria mover a grid para frente, a fim de impedir que os pilotos se aproximem do ponto de frenagem a 300 km/h.

A Visão de Acosta sobre as Soluções Propostas

"Que solução!", comentou o piloto da KTM. "Se a largada for mais próxima da primeira curva e você errar o início, a mesma coisa acontece com você, aqui e na Hungria. Não acho que essa seja a solução."

Acosta continuou discutindo os acidentes de forma detalhada: "O que aconteceu com Zarco foi muito azar; é muito difícil que o que aconteceu com ele aconteça com você, que a perna dele tenha ficado presa na moto do Pecco [Bagnaia]; é muito azar. O de Alex [Marquez], foi o mesmo."

Ele destacou que, embora na curva dois as motos tenham atingido o muro e na curva 12, onde Jorge Martin caiu, a segurança em Barcelona é considerada razoável. "É verdade que as motos bateram no muro [neste fim de semana], e na Curva 12, onde Jorge Martin caiu, também. Mas eu acho que tudo é bastante seguro aqui em Barcelona."

Acosta ainda observou que existem circuitos que apresentam condições muito piores. "Aqui, pelo menos, eles podem mover as arquibancadas para trás e fazer áreas de escape. Em Jerez, por exemplo, você cai na curva 7, como aconteceu comigo no meu primeiro ano na MotoGP, e eles não podem mover a arquibancada mais para trás, porque a curva final fica do outro lado."

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