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A Honda planeja participar com seis motos na MotoGP no ano que vem.

por Bernardo Oliveira
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A Honda planeja participar com seis motos na MotoGP no ano que vem.

Honda Planeja Expansão na MotoGP

A Honda está se preparando para a possibilidade de apresentar seis motocicletas na grade da MotoGP na próxima temporada, um objetivo que depende da obtenção de um acordo com uma segunda equipe satélite, conforme apurado pelo Motorsport.com.

Histórico Recente da Honda na MotoGP

Entre os anos de 2014 e 2019, a Honda viu sua presença na MotoGP reduzir de oito para apenas quatro motocicletas na grade. No entanto, fontes do Motorsport.com indicam que a fabricante baseada em Tóquio já está planejando a próxima temporada com a expectativa de aumentar sua presença, adicionando dois protótipos, retornando assim aos níveis de 2018, quando operou com seis motos: duas na equipe de fábrica e duas com cada uma das equipes LCR e Marc VDS, suas equipes clientes.

Implicações para o Desenvolvimento e Gestão de Pilotos

A ampliação para seis motocicletas permitiria à Honda uma flexibilidade muito maior na gestão de seu elenco de pilotos. Atualmente, segundo informações, a única vaga já confirmada é a de Fabio Quartararo, que ocuparia um dos dois assentos na equipe de fábrica. Isso significaria que Joan Mir ou Luca Marini — ou possivelmente ambos — teriam que deixar suas posições atuais.



Além de Quartararo, os únicos dois pilotos com contrato com a Honda além de 2026 são Diogo Moreira e Johann Zarco, que formam a dupla da LCR. O brasileiro, que é novato na categoria nesta temporada de 2026, é visto como uma promessa de longo prazo — seu contrato vai até 2028. Por outro lado, o contrato do francês expira em 2027.

Novas Contratações e Oportunidades

A HRC também está buscando a contratação de David Alonso, que fará a transição do Moto2. A decisão sobre se ele será colocado ao lado de Quartararo na equipe de fábrica ou se será desenvolvido dentro de uma equipe satélite antes de uma eventual promoção será tomada posteriormente.

De qualquer forma, ter duas motocicletas adicionais ampliaria significativamente as opções da HRC, permitindo, potencialmente, que a equipe mantivesse um de seus pilotos atuais — provavelmente Marini, que já teve conversas com a Yamaha e parece mais aberto do que Mir a aceitar um papel fora da equipe de fábrica.

Explorações de Parcerias e Situação Atual

Nos últimos meses, os executivos da fabricante japonesa mantiveram canais de comunicação abertos com todos os potenciais parceiros disponíveis, embora as condições de mercado tenham limitado significativamente suas opções. A Honda explorou uma possível aliança com a Trackhouse, além de considerar a Gresini. Contudo, fontes do Motorsport.com afirmam que a equipe americana não tem a intenção de romper seus laços com a Aprilia.

Simultaneamente, a equipe baseada em Faenza está finalizando os detalhes de sua renovação com a Ducati, apesar das dificuldades enfrentadas pela perda de Alex Marquez e Fermin Aldeguer para 2027. Marquez está se direcionando para a KTM, enquanto Aldeguer competirá com a VR46, que se beneficiou de seu status como equipe com apoio direto da Ducati.

A perda de pilotos levou Nadia Padovani, proprietária da Gresini, a explorar parceiros alternativos, antes de se render novamente à proposta da sede da Ducati em Borgo Panigale, especialmente devido à perspectiva de montar um elenco de pilotos atraente com a chegada de Dani Holgado.

O Caminho da Tech3

Atualmente, a rota da Tech3 está ganhando cada vez mais força. A antiga equipe de Hervé Poncharal, vendida há alguns meses a um grupo de investimento com Guenther Steiner como seu rosto público, tem considerado uma possível mudança de fornecedor de motocicletas há algum tempo, dada a incerteza em relação aos planos futuros da KTM sob a propriedade do grupo indiano Bajaj, que adquiriu a empresa austríaca.

Considerações Finais Sobre a Flexibilidade da Honda

A expansão para seis motocicletas em vez de quatro proporcionaria à Honda uma flexibilidade muito maior na gestão de seu elenco de pilotos. O Motorsport.com entende que o único componente já definido é Fabio Quartararo, que ocuparia um dos dois assentos na equipe de fábrica. Isso implicaria que Joan Mir ou Luca Marini — ou possivelmente ambos — teriam que deixar suas posições atuais.

Além de Quartararo, somente Diogo Moreira e Johann Zarco permanecem sob contrato com a Honda além de 2026. O brasileiro, uma promessa no esporte, possui um contrato até 2028, enquanto o francês está vinculado até 2027. A HRC também busca a contratação de David Alonso, que deverá subir do Moto2, e decidirá se ele será colocado na equipe de fábrica ou em uma equipe satélite antes de uma possível promoção.

Dessa forma, a adição de duas motocicletas adicionais permitiria à Honda explorar mais possibilidades, potencialmente retendo um de seus pilotos atuais, com Marini se mostrando mais receptivo a essa possibilidade em comparação a Mir.

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