Já se passaram cinco anos desde que a Mercedes conquistou seu último título mundial de Fórmula 1 – o campeonato de construtores de 2021, sendo que a última vitória na classificação de pilotos ocorreu em 2020, com Lewis Hamilton.
Com o lançamento da temporada de 2026 programado para segunda-feira, vamos analisar as perspectivas da equipe para a próxima campanha.
Quais são as novidades na Mercedes?
A Mercedes entra na temporada de 2026 com uma grande continuidade, enquanto se adapta às novas regras técnicas da Fórmula 1. Toto Wolff, que tem sido o chefe da equipe desde 2013, permanece no cargo. A formação dos pilotos também se mantém inalterada, com dois talentos oriundos da academia da equipe: George Russell e Andrea Kimi Antonelli.
Assim como seu predecessor, o W17 foi projetado sob a supervisão do diretor técnico James Allison, do vice Simone Resta e do diretor de design do carro, John Owen. No entanto, Owen se demitiu e será substituído pelo atual diretor de engenharia, Giacomo Tortora.
Qual é o maior desafio para a Mercedes?
A Mercedes é uma equipe extremamente competitiva, mas não conquista um campeonato mundial desde 2021. A prioridade agora é se recuperar – não apenas para buscar a glória, mas também para garantir uma posição de destaque no mercado de pilotos.
Esse é um aspecto crucial para a Mercedes, especialmente para manter George Russell, que está ciente do valor que representa para a equipe como seu piloto principal.
“A prioridade para mim é ter um carro que possa vencer o campeonato mundial, e eu quero que isso aconteça com a Mercedes. Essa é a prioridade número um”, declarou o britânico ao Motorsport.com, antes do Grande Prêmio da Hungria do ano passado, enquanto as negociações sobre um contrato para 2026 se arrastavam.
“Eu acho que os pilotos que buscam contratos de longo prazo sentem que precisam dessa segurança. Eu nunca tive um contrato de longo prazo, e não preciso de um, porque deve sempre ser sobre desempenho. E se eu não estiver me saindo bem, a equipe não deve estar presa a mim. É tão simples quanto isso.”
Em outras palavras, se a Mercedes não corresponder às expectativas, Russell certamente buscará melhores oportunidades em outro lugar.
Além disso, Wolff tem manifestado interesse em Max Verstappen, e é fácil imaginar o piloto holandês abandonando a Red Bull caso a Mercedes se mostre dominante nesta temporada.
Naturalmente, isso também depende da performance de Antonelli – que representa outro desafio em potencial. O terceiro piloto mais jovem da Fórmula 1 teve uma temporada de estreia um tanto encorajadora, mas ainda assim difícil, marcada por uma evidente falta de confiança. Em seu segundo ano, espera-se que ele apresente um desempenho muito mais próximo ao de Russell.
Qual é o maior ativo da Mercedes?
Além da continuidade já mencionada, o carro pode ser considerado um dos maiores trunfos da equipe. O W17 foi considerado o mais forte durante os testes em Barcelona; ele apresentou um desempenho mais confiável e consistente do que qualquer outra máquina em pista. O funcionamento do carro foi digno de elogios.
Ainda assim, é muito cedo para tirar conclusões sobre o desempenho, mas existe motivo para um otimismo cauteloso em Brackley.
Qual é o objetivo da Mercedes na Fórmula 1 em 2026?
A Mercedes é a equipe mais bem-sucedida na Fórmula 1 neste século, com oito títulos de construtores. A glória no campeonato será, naturalmente, a prioridade, especialmente após um bem-sucedido teste de pré-temporada em Barcelona: Russell e Antonelli completaram cerca de 500 voltas, e não foram lentos em suas performances.
O progresso foi tão significativo que realizaram uma simulação de corrida e começaram a trabalhar em detalhes mais finos, como o comportamento da nova unidade de potência de 2026 em pneus mais macios, que proporcionam velocidades mais altas. Eles já parecem estar um passo à frente da concorrência – mas seus rivais podem se aproximar nos testes em Bahrein.