Nico Rosberg revela multa após acidente com Lewis Hamilton
Nico Rosberg revelou o montante que teve que pagar à equipe Mercedes após o notório acidente envolvendo Lewis Hamilton durante o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1 em 2016. Naquela corrida, os dois pilotos, que eram companheiros de equipe e rivais acirrados, estavam posicionados na primeira fila do grid de largada, com Hamilton ocupando a pole position. Contudo, uma largada mais lenta de Hamilton possibilitou que Rosberg o ultrapassasse, levando a intensa disputa até a primeira curva.
O incidente na corrida
Na terceira curva do circuito, Rosberg cometeu um erro ao configurar seu motor em um modo inadequado para a implantação de energia. Esse erro resultou na geração de energia em vez de sua utilização, permitindo que Hamilton o ultrapassasse por dentro na quarta curva. Ao tentar corrigir sua trajetória, Rosberg acabou colidindo com Hamilton, o que resultou na eliminação de ambos da corrida.
Essa colisão foi a terceira entre os dois durante sua rivalidade crescente naquela época, que já contava com acidentes anteriores no Grande Prêmio da Bélgica de 2014 e no Grande Prêmio da Áustria de 2016. No entanto, essa foi a única ocasião em que ambos os pilotos precisaram abandonar a corrida após o contato.
A divisão dos custos
Rosberg revelou que, de acordo com um contrato firmado com a Mercedes, os dois pilotos eram obrigados a dividir igualmente os custos do incidente. Assim, o total da multa foi de US$ 778.000. “Eu tinha um contrato que dizia que, se um acidente acontecesse entre nós como companheiros de equipe, a conta seria dividida 50-50”, afirmou Rosberg durante uma entrevista à Sky Sports F1. Ele acrescentou: “Nós dividimos a conta de Barcelona”, referindo-se ao acidente em questão.
Dessa forma, cada um dos pilotos teve que arcar com US$ 389.000. Rosberg resumiu a experiência de forma direta, dizendo: “Foi doloroso”.
Reação da equipe e dos comissários
Apesar do incidente, a colisão não resultou em qualquer punição por parte dos comissários de corrida. O chefe da Mercedes, Toto Wolff, encarou a situação como uma espécie de “alívio de pressão”, considerando as tensões acumuladas ao longo das últimas corridas de 2015 e do início de 2016. Essa pressão incluía a troca de mecânicos entre os carros da equipe, que havia gerado um clima de rivalidade ainda mais intenso entre os dois pilotos.
A dinâmica entre Rosberg e Hamilton, que já era marcada pela competitividade, se intensificou após esse acidente, refletindo a complexidade das relações dentro de uma equipe de Fórmula 1.