Vitória de Pierre Gasly no Grande Prêmio da Itália
Em 6 de setembro de 2020, Pierre Gasly viveu o dia mais prestigioso de sua carreira na Fórmula 1 até aquele momento, ao vencer o Grande Prêmio da Itália com a equipe AlphaTauri. Atualmente chamada de Racing Bulls, a equipe não era considerada uma das favoritas, com Gasly acumulando 18 dos 20 pontos da equipe nas primeiras sete corridas de uma temporada afetada pela pandemia.
Desempenho em Monza
O francês se destacou ao superar consistentemente seu companheiro de equipe, Daniil Kvyat. No circuito de Monza, Gasly obteve o quinto lugar na primeira fase de qualificação (Q1), o sexto na segunda fase (Q2), mas terminou em décimo na fase final. Durante a largada, ele ficou entre Alex Albon, da Red Bull, e Lance Stroll, da Racing Point, mas conseguiu se manter na corrida.
Gasly permaneceu em décimo lugar até sua primeira parada nos boxes, que ocorreu uma volta antes da entrada do safety car, que neutralizou a corrida para que os fiscais recuperassem o carro danificado de Kevin Magnussen, da Haas. Essa situação poderia ter prejudicado a corrida de Gasly, mas teve o efeito oposto, já que a entrada do safety car fechou os boxes, forçando a maioria dos pilotos a atrasar suas paradas.
A Conquista da Vitória
Após a neutralização, Gasly se encontrou na terceira posição, atrás de Lewis Hamilton, que recebeu uma penalidade de 10 segundos por ter parado nos boxes quando eles estavam fechados, e de Lance Stroll. Após a bandeira vermelha devido ao acidente de Charles Leclerc, um fraco início de Stroll na segunda largada deu a Gasly uma liderança confortável. O piloto francês conseguiu resistir à pressão de Carlos Sainz e cruzou a linha de chegada com uma margem de apenas 0,415 segundos sobre o piloto da McLaren.
Essa vitória foi a 80ª na história da Fórmula 1 para um piloto francês, sendo a primeira desde a conquista de Olivier Panis no Grande Prêmio de Mônaco de 1996.
Reflexões sobre a Vitória
Gasly expressou sua emoção no pódio e, cinco anos depois, refletiu sobre a importância daquele dia. Ele afirmou: “Para mim, é algo que nunca vai embora. O tipo de emoções que tive naquele dia, as memórias, é algo que, obviamente, fica comigo todos os dias da minha vida. Foi um ponto de virada na minha carreira e também na minha vida pessoal. Todos os dias, ao acordar em casa, vejo meu troféu quando tomo meu café de manhã. É uma boa motivação. Sempre que tenho tempo para jogar golfe, como ontem, venho aqui. Acho que consigo ver quase o 16º green de lá.”
Gasly também mencionou que, apesar do tempo que passou, Monza sempre terá um significado especial para ele. “Obviamente, já se passaram cinco anos, e sinto que é tempo suficiente. Claro que quero outro. Mas Monza sempre será especial.”
Resultados e Desempenho na Carreira
Até o momento, Gasly conquistou cinco pódios em corridas de grande prêmio, sempre com equipes de meio de pelotão – três com Toro Rosso/AlphaTauri e dois com Alpine. Ele tem consistentemente superado seus companheiros de equipe, incluindo Kvyat, Yuki Tsunoda, Jack Doohan e Franco Colapinto, com Esteban Ocon sendo o único que conseguiu igualar seu desempenho regularmente.
Gasly comentou: “Se você me perguntar, houve bons momentos. Não foram bons o suficiente para o que eu quero alcançar na Fórmula 1.” Ele acredita que, em termos de oportunidades aproveitadas, conseguiu aproveitar qualquer ocasião de pódio que teve, exceto uma. No entanto, ele reconhece que não teve o carro necessário para competir no nível que deseja.
Expectativas Futuras
Gasly expressou otimismo em relação às mudanças que ocorrerão a partir do próximo ano. “Por isso, para mim, é importante manter a equipe unida até o final do ano. Não será um fim de ano divertido. Pode ser um longo e difícil período. Mas todos nós sabemos para o que estamos trabalhando e estamos muito esperançosos em relação ao futuro.”
Embora a Alpine esteja na última posição do campeonato de construtores, Gasly recentemente assinou um novo contrato que o liga à equipe até 2028.