Sergio Pérez revela apoio psicológico da Red Bull
Sergio Pérez revelou que a equipe Red Bull financiou uma sessão de terapia dispendiosa para apoiá-lo durante seu tempo na Fórmula 1. O piloto mexicano se juntou à Red Bull em 2021, após as dificuldades enfrentadas por Pierre Gasly e Alex Albon em relação ao desempenho do segundo carro da equipe. Naquele ano, Pérez conquistou apenas uma vitória, enquanto seu companheiro de equipe, Max Verstappen, venceu dez corridas, o que o levou ao seu primeiro título mundial.
Busca por ajuda psicológica
Pérez contou durante uma entrevista ao podcast Cracks que, logo após sua chegada à Red Bull, recebeu a recomendação de procurar um psicólogo quando não conseguiu entregar os resultados esperados nas primeiras corridas. “Assim que cheguei à Red Bull, nas primeiras corridas, quando não entreguei resultados, [eles me disseram] ‘O que você precisa é de um psicólogo, você tem que ver um psicólogo’”, relatou o piloto. Assim, o mexicano seguiu esse conselho.
O piloto comentou sobre a pressão que enfrentou: “Além disso, você tem toda a sua equipe contra você. Publicamente, foi muito difícil”.
Custo da terapia e resultados positivos
Pérez compartilhou uma situação curiosa que ocorreu em sua rotina na Red Bull. “Um dia, cheguei à fábrica da Red Bull e me disseram: ‘Ei, há uma conta para você’ – £6.000 do psicólogo. Eu disse a eles: ‘Ah, você pode enviar isso para o Helmut [Marko, consultor da Red Bull]? Ele vai pagar.’ Foram £6.000 por uma única chamada”, explicou, rindo da situação.
Ele continuou: “Então, Helmut me perguntou: ‘Ei, como foi?’. Eu respondi: ‘Perfeito, com essa sessão estamos prontos’. E assim seguimos por três anos, certo? Já curado pelo psicólogo, os resultados começaram a aparecer. Bem, a chamada funcionou”.
Desafios de desempenho
Apesar de ser um finalista constante no pódio e ocasional vencedor de corridas, Pérez continuou enfrentando dificuldades em comparação a Verstappen. Sua performance despencou em 2024, quando pilotou o complicado RB20, o que resultou em sua saída da equipe.
“Nos últimos anos, foi tanto que eu pensei: ‘Bem, talvez eu precise de ajuda, certo? Os resultados não estão vindo’”, contou Pérez.
Ele mencionou que buscou apoio em diversos lugares, mas, no fundo, sabia que, ao pilotar um carro que o fazia se preocupar com o que poderia acontecer, como em que curva poderia ter um acidente, não conseguiria ir rápido. “E além disso, você tem toda a sua equipe contra você. Publicamente, foi muito difícil. Eu acho que apenas alguém muito mentalmente forte pode suportar algo assim”, afirmou.
Retorno à Fórmula 1
Após não participar da temporada de 2025, Pérez, que completará 36 anos neste mês, está retornando à Fórmula 1 neste ano com a nova equipe Cadillac.
Relatório adicional por Federico Faturos.