Red Bull Racing e a Nova Era da Fórmula 1
A Red Bull Racing está se preparando para um novo capítulo na Fórmula 1 com o lançamento de sua unidade de potência própria, que será utilizada na temporada de 2026. Sob a liderança de Ben Hodgkinson, que ocupa o cargo de chefe da divisão de unidades de potência da equipe, a Red Bull Powertrains-Ford (RBPT) identificou o motor de combustão interna (ICE) como um possível diferencial significativo na nova era de motores da Fórmula 1.
Novos Motores Híbridos em 2026
Com a implementação dos novos motores híbridos a partir de 2026, a divisão entre a eletrônica e o motor de combustão interna se tornará mais equilibrada. As novas baterias terão a capacidade de gerar até 350 kW de energia, representando um aumento considerável em relação aos 120 kW da geração de 2025. Neste contexto, a homologação final dos motores ainda está em andamento e deverá ser concluída antes do início da nova temporada. As fabricantes Mercedes, Ferrari, Honda, Audi e Red Bull serão responsáveis por fornecer unidades de potência para as onze equipes que compõem o grid.
Foco no Motor de Combustão Interna
Ben Hodgkinson acredita que o motor de combustão interna será um dos principais focos de desenvolvimento entre as equipes. Ele comentou: “A FIA acha que o motor de combustão interna pode ser o maior fator diferenciador, e dentro da unidade de potência, isso pode ser verdade.” Essa afirmação reflete uma tendência crescente no esporte em que a eficiência e a inovação dos motores de combustão se tornam cada vez mais relevantes.
Desafios do Sistema de Recuperação de Energia
Embora a eficiência do sistema de recuperação de energia (ERS) esteja bastante próxima entre as equipes, com todas alcançando níveis de eficiência próximos a 99%, Hodgkinson acredita que os maiores avanços tecnológicos virão do desenvolvimento do motor de combustão interna. A colaboração da Red Bull com a Exxon Mobil tem sido fundamental para maximizar o desempenho do motor de combustão. Contudo, o uso de combustíveis sustentáveis se apresenta como um dos maiores desafios a serem enfrentados, conforme explica Hodgkinson: “Os combustíveis sustentáveis são complicados porque são compostos por elementos com pontos de evaporação diferentes. Isso pode dificultar a combustão, mas tem sido um desafio interessante do ponto de vista da engenharia.”
Inovação e Futuro da Red Bull na Fórmula 1
Dessa forma, a Red Bull Racing se posiciona na vanguarda de uma nova batalha tecnológica na Fórmula 1, onde a engenharia do motor de combustão interna poderá ser um fator determinante para o sucesso na nova era de regulamentos. Com isso, a equipe se prepara para enfrentar tanto os desafios quanto as oportunidades que surgirão, visando levar a Fórmula 1 a um novo patamar de inovação e competitividade.