Hadjar se prepara para enfrentar Verstappen na Red Bull em 2026
Isack Hadjar afirmou ter a postura adequada para encarar Max Verstappen na equipe Red Bull em 2026. O piloto francês declarou ter aprendido com os erros cometidos por antigos companheiros do holandês e promete adotar uma abordagem diferente, especialmente considerando a nova regulamentação da Fórmula 1, que será implementada em 2026 e terá um impacto significativo sobre os carros utilizados nas corridas.
Reconhecimento da missão
Em uma conversa com o GPBlog, Hadjar reconheceu a magnitude da missão que terá pela frente. “É de longe o melhor momento. É um carro novo. Max não o conhece. Todos começamos do zero, então me sinto muito sortudo. Talvez parte da direção que o carro tomar venha até do meu input”, afirmou. O piloto também destacou a importância de aceitar que, durante o primeiro mês, ele pode não ter um desempenho tão competitivo. “O objetivo é aceitar que vou ser mais lento no primeiro mês. Vai ser frustrante olhar os dados e não conseguir acompanhar, mas se você já sabe disso, está mais preparado”, disse Hadjar, enfatizando a necessidade de ter paciência e foco em seu desenvolvimento como piloto.
Sobre a possibilidade de vencer Verstappen
Quando questionado sobre a possibilidade de derrotar Verstappen, Hadjar não descartou essa possibilidade, mas fez uma ponderação importante: “Talvez o estilo exigido pelo novo carro me favoreça. Mas é Max Verstappen. Ele se adapta a tudo, é a força dele.” Essa declaração demonstra a admiração de Hadjar pelo talento do atual campeão, reconhecendo a capacidade de Verstappen de se adaptar a diferentes circunstâncias dentro da pista.
Crítica à autoconfiança excessiva
Hadjar também criticou a autoconfiança excessiva que, segundo ele, foi uma das falhas dos pilotos que o antecederam na Red Bull. “Acho que eles pensaram: ‘ele é humano, vou vencê-lo’. E aí são esmagados, começa o efeito bola de neve”, observou. Sua estratégia, em contrapartida, é baseada na humildade e no realismo. “A chance de eu ser mais lento no começo é muito alta. Aceito isso agora e vou construindo. Espero ser tão rápido quanto ele, mas realisticamente as chances são poucas”, concluiu. Ele destacou que essa postura de aceitação e desenvolvimento parte dele e não é uma imposição da equipe, refletindo uma abordagem mais consciente e estratégica em relação às suas expectativas e desempenho na Fórmula 1.