Recuo da Ferrari em Inovação Aerodinâmica
A Ferrari decidiu recuar em relação a sua mais recente inovação aerodinâmica durante o Grande Prêmio da China de Fórmula 1. A nova peça, conhecida como ‘miniasa’, consiste em um pequeno perfil metálico que foi posicionado acima da microcâmera instalada no halo do carro. Embora tenha sido testada durante os treinos livres na sexta-feira, essa inovação não foi utilizada nos carros ao longo do restante do fim de semana.
Retirada do Dispositivo
De acordo com informações divulgadas pelo site The Race, a equipe italiana optou por retirar o dispositivo após realizar discussões com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O objetivo do elemento era direcionar o fluxo de ar que se desprende do pilar central do halo, conduzindo-o para cima. Essa estratégia visava evitar que o ar atingisse diretamente o capacete do piloto, além de otimizar o comportamento aerodinâmico do cockpit do carro.
Inspeção Técnica e Decisão da Equipe
O novo design foi aprovado na inspeção técnica durante o treino livre, o que indicava que poderia ser utilizado na corrida Sprint. No entanto, a Ferrari decidiu não arriscar sua participação com a nova peça. Em declarações da equipe, foi mencionado que "naquele momento, não valia a pena se desgastar com o assunto na China, nem correr o risco do órgão se posicionar contra a equipe pós-corrida ou deixar uma brecha para que algum time concorrente apresentasse uma reclamação".
Continuação das Conversas com a FIA
Conforme relatado pelo site, as conversas em torno do novo aparato continuarão até que a FIA forneça um posicionamento definitivo sobre essa inovação. A decisão de não utilizar a ‘miniasa’ reforça a postura cautelosa da Ferrari ao introduzir elementos inovadores em um regulamento que, nas últimas temporadas, tem sido meticulosamente monitorado pelos comissários da categoria.
A Ferrari, assim, busca garantir que suas inovações não apenas cumpram as normas, mas também não suscitem controvérsias que possam prejudicar seu desempenho em futuras corridas.