Decisão da FIA sobre as Restrições Operacionais
Um dos principais temas do dia foi a decisão da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de flexibilizar as restrições operacionais antes do Grande Prêmio da China. O motivo para essa mudança foi o atraso na chegada das cargas da Pirelli a Xangai, o que obrigou a entidade a rever os procedimentos previstos para esta quarta-feira. Em nota, o diretor de prova Rui Marques explicou que, de forma excepcional nesta etapa, o primeiro período restrito foi reduzido em seis horas. Isso permitirá que até seis membros operacionais de cada equipe trabalhem na preparação dos pneus após a montagem realizada pela fornecedora italiana. Este episódio reforça que os problemas de transporte continuam impactando diretamente o paddock neste início de campeonato.
Questões Relacionadas aos Pneus
A questão dos pneus, aliás, apareceu com força em outras frentes. O piloto Lando Norris, da McLaren, admitiu que a equipe precisa resolver um problema recorrente de granulação e desgaste, que foi evidenciado durante o Grande Prêmio da Austrália. Mesmo relativizando a diferença de 51 segundos para George Russell em Melbourne, o britânico deixou claro que a McLaren ainda está longe do nível ideal. Ele observou que os compostos de pneus perderam rendimento muito cedo durante a corrida. Para Norris, a McLaren precisa entender rapidamente as razões pelas quais o comportamento dos pneus continua sendo uma limitação estrutural do carro.
A Red Bull e o Desempenho dos Pneus
Na equipe Red Bull, o discurso foi semelhante, embora com foco mais voltado ao aprendizado para o fim de semana do formato Sprint na China. Max Verstappen destacou que a degradação dos pneus afetou o desempenho em Melbourne e que isso pode voltar a ser um fator importante em Xangai. O piloto holandês afirmou que a equipe continua coletando dados para melhorar o carro e reconheceu que haverá menos tempo disponível para ajustes devido ao formato Sprint. Isack Hadjar, por sua vez, tratou a próxima etapa como mais uma oportunidade para buscar um desempenho mais forte e se medir contra os principais nomes do grid.
Alerta de Russell sobre a Asa Dianteira
Outro assunto relevante foi o alerta de George Russell à FIA sobre a asa dianteira, que possui um sistema denominado Straight Mode. O piloto da Mercedes, que foi vencedor do Grande Prêmio da Austrália, afirmou que o acionamento do sistema faz com que a abertura se feche de maneira agressiva demais, gerando subesterço e reduzindo a eficiência da frente do carro, especialmente quando este está em situação de vácuo. Segundo Russell, uma revisão desse sistema já para a corrida na China tornaria a competição mais segura e melhoraria o controle do carro em disputas de alta velocidade.
Destaque Brasileiro: Gabriel Bortoleto
Do lado brasileiro, o piloto Gabriel Bortoleto foi destaque ao demonstrar confiança no projeto da Audi. Ele afirmou não ter dúvidas de que a fabricante alemã vai superar o atual déficit de potência e se tornará uma das principais fornecedoras de motores da Fórmula 1 no futuro. Depois de estrear com um nono lugar no Grande Prêmio da Austrália, Bortoleto reconheceu que a unidade de potência ainda apresenta limitações. No entanto, ele ressaltou que a equipe entende as causas da falta de desempenho e está em uma fase inicial de aprendizado. Jonathan Wheatley, por sua vez, destacou que os novos regulamentos híbridos ainda estão apenas no começo e devem permitir uma evolução significativa nos próximos anos.