Austin Cindric e sua Conexão com os Supercars
Experiência Limitada, Mas Valiosa
Austin Cindric, vencedor da Daytona 500 em 2022 e piloto da equipe Penske, tem uma conexão com o universo dos Supercars que não pode ser ignorada. Ele acompanha de perto a série de corridas baseada na Austrália há vários anos e, em um certo momento de sua carreira, considerou a possibilidade de se dedicar integralmente a essa categoria antes de se tornar piloto em tempo integral na NASCAR Cup Series. Diversos pilotos de destaque dos Supercars, como Shane van Gisbergen, fizeram a transição para a NASCAR recentemente, com van Gisbergen competindo atualmente nos playoffs da Cup ao lado de Cindric.
Testes e Competição na Austrália
Embora a experiência de Cindric nas pistas australianas seja limitada, ainda assim ela é superior à de muitos dos pilotos que atualmente competem na NASCAR. Ele teve a oportunidade de testar um Supercar Gen2 e participou das 12 Horas de Bathurst em 2015, um evento renomado no calendário do automobilismo.
Reflexões sobre sua Carreira
Em uma coletiva de imprensa realizada no sábado, antes da corrida da Cup em St. Louis, Cindric comentou sobre sua jornada. "Faz cerca de 10 anos que não vou à Austrália para correr. Em um determinado ponto da minha carreira, isso foi uma consideração legítima para competir em tempo integral lá. Seja no Super 2 ou em algo semelhante, e, obviamente, eles têm feito um ótimo trabalho com essa série, formando grandes pilotos. Como um piloto mais jovem, foi algo que realmente analisei com bastante atenção. Sempre mantive um pulso sobre isso. Eu corri lá no passado, com as 12 horas de Bathurst, e tenho muitos relacionamentos excelentes na Austrália", disse Cindric.
Oportunidade e Desafios
Cindric se referiu à sua próxima participação como uma "grande oportunidade" e manifestou o desejo de competir em mais de um evento. A corrida em que ele competirá será desafiadora, pois ocorrerá no temido circuito de rua de Adelaide. "Quero me sair bem e representar a mim mesmo da melhor maneira possível, mas é um percurso complicado e uma série incrivelmente competitiva", continuou Cindric. Ele expressou a expectativa de ver o que poderia aprender sobre si mesmo e como se sairia contra um grid muito competitivo.
Um Marco na História dos Supercars
Quando Cindric iniciar o Grande Final em Adelaide, ele se tornará o primeiro americano a participar de uma corrida dos Supercars desde a temporada de 2019, quando o ex-vencedor da Indy 500, Alexander Rossi, competiu na Bathurst 1000. A volta de um piloto americano à categoria reitera a conexão crescente entre as duas séries de automobilismo e a troca de talentos que tem se intensificado nos últimos anos.