Risco de Encerramento da Temporada de F1 em Circuito Europeu
O ex-chefe da equipe Haas na Fórmula 1, Guenther Steiner, expressou sua preocupação em relação ao encerramento da temporada de 2026 em um circuito europeu. Ele acredita que essa alternativa representaria um risco significativo, especialmente se as etapas previstas para Catar e Abu Dhabi precisarem ser canceladas devido ao atual conflito no Oriente Médio.
Alterações no Calendário da Fórmula 1
A Fórmula 1 já enfrentou a necessidade de modificar seu calendário nesta temporada, em resposta ao adiamento dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita. O Grande Prêmio do Bahrein foi remarcado para o início do mês de outubro, mas a corrida será realizada no circuito de Sepang, na Malásia, mantendo apenas o nome da prova original.
Desafios na Busca por Alternativas
Steiner ressaltou que encontrar alternativas para a realização das corridas não é uma tarefa simples. Ele destacou que existem poucos autódromos capazes de receber uma corrida da Fórmula 1 com pouco tempo de preparação, o que complica a situação. “É difícil porque não há muitos circuitos capazes de fazer isso. Só foi possível porque o Bahrein ajudou”, declarou durante uma participação no podcast Red Flags.
Dúvidas sobre a Realização das Corridas
Apesar de Catar e Abu Dhabi ainda estarem programados para encerrar o campeonato, a continuidade do conflito na região gera incertezas sobre a realização dessas corridas. O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, já confirmou que, se necessário, o campeonato será encerrado com uma etapa na Europa.
Condições Climáticas e Implicações Financeiras
Steiner, no entanto, considera essa possibilidade problemática devido às condições climáticas que predominam em novembro e dezembro na Europa. Ele argumentou que “na Europa, em novembro e dezembro, não faz sentido correr. O risco por causa do clima é muito grande”. Além disso, Steiner ressaltou a necessidade de escolher um local que seja viável para as equipes, de modo que elas não enfrentem prejuízos financeiros. “É um negócio e precisa haver retorno financeiro”, completou.
Desafios para a Realização de Mais Corridas
Ele também comentou sobre a situação da Malásia, que foi uma alternativa para garantir a realização de um número maior de corridas. “Eles fizeram isso com a Malásia para garantir pelo menos mais de 20 corridas. Tenho certeza de que o Stefano gostaria de ter, no mínimo, 22 etapas, mas acho muito difícil encontrar um lugar para receber essa 22ª corrida no fim do ano”, concluiu.