Apoio a Mohammed Ben Sulayem
A gestão de Mohammed Ben Sulayem à frente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) recebeu um forte respaldo por parte de Bernie Ecclestone, ex-proprietário da Fórmula 1. Ecclestone afirmou que não identifica erros relevantes na administração de Ben Sulayem e reiterou a importância de se considerar a adoção de motores aspirados naturalmente nas próximas gerações de regulamentos da categoria.
Impressões sobre a Gestão de Ben Sulayem
Bernie Ecclestone, que trabalhou ao lado de ex-presidentes da FIA como Jean-Marie Balestre, Max Mosley e Jean Todt, manifestou estar impressionado com o trabalho realizado pelo atual presidente da entidade. Segundo ele, Ben Sulayem assumiu uma situação complexa e tem buscado modernizar a federação de maneira equilibrada.
Em declaração feita durante o final de semana do Grande Prêmio da Áustria, Ecclestone comentou: “Estou tentando pensar em alguma coisa que ele tenha feito de errado. Não é uma tarefa fácil assumir o cargo que ele assumiu, e acho que ele está tentando fazer tudo funcionar de maneira justa e um pouco mais atualizada.”
Desafios e Expectativas Futuras
O ex-dirigente reconheceu que é impossível acertar todas as decisões em uma função de liderança. Ele afirmou: “Infelizmente, como acontece em qualquer função, você não consegue estar um milhão por cento certo o tempo todo, mas não vejo nada que ele tenha feito até agora que não devesse ter feito. Existem apenas uma ou duas coisas que espero que ele faça no futuro.”
Sugestões para a Fórmula 1
Quando questionado sobre quais mudanças gostaria de ver na Fórmula 1, Ecclestone reiterou seu apoio ao retorno de motores maiores na categoria. Ele sugeriu a adoção de um motor de três litros, independentemente de ser um V8, V10 ou V12. “Não me importo se é um V8, V10 ou V12. Acho que todos vocês ficariam felizes com isso. É a coisa certa a fazer”, comentou Ecclestone, embora tenha reconhecido que convencer os fabricantes pode ser um desafio.
Aspectos Financeiros da FIA
Além das questões técnicas, Ecclestone elogiou a recuperação financeira da FIA sob a gestão de Ben Sulayem. Ele destacou que o presidente herdou uma situação difícil e conseguiu recolocar a entidade em uma posição saudável: “Ele teve um trabalho complicado porque herdou problemas que não criou. Acho que fez um trabalho excelente. Financeiramente, está colocando a FIA onde ela deveria estar. Ele não está lá por dinheiro, está fazendo o melhor possível pelo esporte”, acrescentou.
Críticas ao Formato Atual da Fórmula 1
Por fim, Ecclestone fez críticas a dois aspectos do formato atual da Fórmula 1, especificamente ao calendário que conta com 24 etapas e às corridas Sprint. Ele avaliou: “Acho que as duas coisas estão erradas. Vinte e quatro corridas são demais para todos, inclusive para o público. E a Sprint, sinceramente, não faço ideia de qual é o objetivo dela.”