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Ferrari planeja implementar novo turbo após a pausa de verão da F1, seguindo as atualizações do motor da Áustria.

por Lucas Andrade
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Ferrari planeja implementar novo turbo após a pausa de verão da F1, seguindo as atualizações do motor da Áustria.

Atualizações da Ferrari para a Temporada de 2026

Planejamento de Atualizações

A Ferrari já delineou sua segunda atualização da unidade de potência influenciada pelo ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização) para a temporada de 2026. Uma nova turbina é esperada para chegar após o intervalo de verão, com o objetivo de reduzir a diferença em relação à Mercedes.

Oportunidades de Desenvolvimento

Após o primeiro ponto de verificação do ADUO, realizado após o Grande Prêmio do Canadá, a Ferrari recebeu autorização para realizar duas evoluções em seu motor nesta temporada. A diferença de desempenho, medida pelos inspetores técnicos da FIA, foi identificada como superior a 4% em comparação com o motor de combustão interna da Red Bull-Ford. As medições da FIA indicam que a Red Bull possui a unidade de potência de referência na Fórmula 1 atualmente, embora essa afirmação seja contestada pela própria equipe.

Primeiras Modificações e Expectativas

A Ferrari já planejou uma primeira rodada de modificações para a corrida na Áustria, visando reduzir a diferença em relação à Mercedes, que é considerada por muitos observadores, exceto pela FIA, como a verdadeira referência na categoria. A equipe busca gerenciar as expectativas em relação à primeira atualização do ADUO, que inclui modificações na câmara de combustão, utilizando um cabeçote de cilindro feito de uma liga de aço. Essa mudança permitirá que os engenheiros busquem níveis de pressão e temperatura que não seriam alcançáveis com um motor tradicional feito de liga de alumínio.



Desempenho do Turbocompressor

No início da temporada, a escolha pelo "pequeno" turbocompressor foi uma decisão intencional que se mostrou vantajosa na redução do atraso do turbo, especialmente após a remoção do MGU-H. No entanto, a vantagem esperada, especialmente durante as largadas, foi efetivamente neutralizada. O procedimento de pré-largada de cinco segundos da FIA proporcionou a todos os fabricantes tempo suficiente para aquecer seus turbos, por razões de segurança, evitando carros parados no grid, o que acabou prejudicando a Ferrari.

Novas Tecnologias de Turbocompressor

A Ferrari introduzirá um turbocompressor com um novo design por meio de seu segundo crédito ADUO, provavelmente nas corridas em Zandvoort ou Monza. O diâmetro do impulsor permanecerá inalterado, mas o número e o ângulo das lâminas serão diferentes, além de se esperarem avanços em materiais. A Mercedes e a Honda não introduzirão motores ADUO, e a Ferrari, assim como a Audi já fez em Barcelona, buscará obter uma vantagem antecipada.

Conceito de Motor Quente

Para a corrida na Áustria, a Ferrari apostou na ideia de um "motor quente", operando os cilindros a 110°C (em comparação com os 100°C atuais) durante o processo de combustão. Teoricamente, os motores podem funcionar de maneira mais eficiente em temperaturas elevadas e, quando combinados com um combustível da Shell com um valor calorífico mais alto, permite que mais partículas sejam queimadas, resultando em menos emissões residuais. Isso aumenta o trabalho mecânico do motor, gerando assim mais potência.

Efeitos Colaterais do Aumento de Temperatura

Um efeito colateral de operar em temperaturas mais altas é que permite que os radiadores sejam menores, já que a diferença entre o fluido de arrefecimento aquecido e resfriado é menor. O pacote de atualização da Ferrari para Barcelona demonstrou que a equipe conseguiu compensar a deficiência de potência do motor 067/6 em relação à Mercedes por meio de aerodinâmica mais eficiente e com menor arrasto. Na intensa calor espanhola, o suposto déficit de 25 cavalos de potência pareceu desaparecer.

Considerações Finais

As estratégias da Ferrari para a temporada de 2026 incluem um foco em melhorias significativas na unidade de potência e tecnologias inovadoras, visando não apenas fechar a lacuna em relação à concorrência, mas também se estabelecer como uma força competitiva na Fórmula 1.

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