Pierre Gasly e a Punição no GP de Mônaco
Pierre Gasly cruzou a linha de chegada na terceira posição durante o Grande Prêmio de Mônaco de Fórmula 1, realizado no último domingo, dia 7. No entanto, ele perdeu essa colocação após ser penalizado com uma punição de 5 segundos por excesso de velocidade no pit lane. A equipe Alpine, à qual Gasly pertence, agora planeja solicitar uma revisão do caso junto à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Entretanto, as expectativas em relação ao sucesso desse pedido são baixas.
Penalizações Incomuns na Corrida
A corrida em Monte Carlo foi marcada por uma série atípica de penalizações aplicadas pelo mesmo motivo: vários pilotos foram punidos por exceder o limite de velocidade nos boxes. A causa dessas infrações teria relação com um pequeno atalho que existia no pit lane, o qual permitia que os pilotos reduzissem ligeiramente a distância percorrida.
De acordo com informações disponíveis, os sistemas de cronometragem da FIA calculavam a velocidade média considerando o trajeto original do pit lane, sem levar em consideração esse atalho. Essa discrepância pode ajudar a explicar por que as equipes afetadas não conseguiram identificar o problema em seus dados de telemetria em tempo real, enquanto a FIA registrava as infrações.
Conhecimento Prévio das Equipes
Entretanto, é importante ressaltar que as equipes já tinham conhecimento prévio sobre a existência desse atalho e, portanto, poderiam ter tomado medidas para evitar a sua utilização. Além disso, diversos pilotos haviam sido penalizados antes que Gasly recebesse sua sanção, que o fez cair da terceira para a sétima posição na classificação final da corrida. Apesar disso, aparentemente não houve alteração nos procedimentos por parte das equipes envolvidas.
Frustração de Gasly
Após a corrida, Pierre Gasly expressou sua frustração em uma coletiva de imprensa. Ele declarou: “Nada poderia me machucar mais, trabalhando por dez anos por esse maldito momento.” Apesar do desânimo do piloto, o pedido de revisão da equipe Alpine parece carecer de novas evidências, que são um requisito essencial para que os comissários aceitem reavaliar a decisão já tomada. Com isso, a tendência é que Isack Hadjar mantenha a terceira posição que conquistou na corrida.