Atualizações da Ferrari para o Grande Prêmio do Bahrain
A equipe Ferrari retorna ao Bahrain com um pacote de atualizações aerodinâmicas e uma nova unidade de potência. A unidade que foi apresentada no shakedown de Fiorano percorreu mais de 4.300 km nos testes de Fórmula 1 em Barcelona e Bahrain.
Desempenho da Unidade de Potência
Um dado impressionante é que a unidade de potência Ferrari 067/6 teria coberto uma distância equivalente a 14 grandes prêmios sem apresentar problemas de confiabilidade. O único contratempo ocorreu no último dia em Sakhir, quando o motor desligou algumas voltas antes do término do long run de Lewis Hamilton.
Fred Vasseur, chefe da equipe Ferrari, explicou que a equipe realizou um teste de captação de combustível para determinar a quantidade de combustível a ser mantida no tanque, a fim de atender à exigência da FIA de que um litro permaneça ao final da corrida para possíveis verificações de conformidade. De acordo com informações, o consumo foi levemente superior ao previsto nas simulações, portanto, os dados coletados são considerados muito positivos para o planejamento das simulações de grandes prêmios futuros.
Após o extenso uso, a unidade de potência passará por inspeções de desgaste realizadas pela equipe de Enrico Gualtieri, diretor técnico da Ferrari para o departamento de motores.
Novas Unidades e Transmissão
Assim, a partir de quarta-feira, a Scuderia terá uma nova unidade disponível e, quase certamente, também utilizará uma nova caixa de câmbio. As estratégias de recuperação de energia, que envolvem o uso de marchas mais curtas do que as normalmente utilizadas nos últimos anos — ou certas marchas mais curtas para aumentar as rotações do motor, o que também ajuda a reduzir o atraso na resposta do turbo — resultam em cargas muito maiores em marchas individuais e, de maneira geral, na caixa de câmbio. Portanto, não se pode descartar a possibilidade de que reforços necessários sejam estudados para evitar possíveis falhas.
Questões Relativas ao Desgaste da Transmissão
Essa questão não se restringe apenas à Ferrari e suas equipes clientes; todas as equipes estão monitorando de perto o desgaste da transmissão, que, surpreendentemente, pode voltar a ter uma função relacionada ao desempenho.
Vantagem da Ferrari na Largada
Não é segredo que, durante a fase de design da unidade 067/6, a Ferrari optou por uma turbina Honeywell menor em comparação, por exemplo, com a unidade de potência da Mercedes. Essa decisão foi intencional, visando controlar o atraso do turbo; o objetivo é limitar o uso do MGU-K durante a aceleração e, em vez disso, aumentar o uso da energia elétrica nas retas. No entanto, a vantagem dessa solução pode se tornar ainda mais significativa durante o procedimento de largada.
As simulações de largada observadas em Bahrain mostram que, para carregar o turbocompressor e gerar o impulso necessário para um melhor lançamento, é preciso elevar o motor de combustão interna a níveis mais altos de rotação. Aqueles com um turbo maior precisam de mais tempo para concluir o procedimento correto.
Em Sakhir, foi notado que leva cerca de 10 segundos para ativar o sistema de largada — tempo que deveria, de fato, ser concedido ao piloto que chega por último ao seu espaço no grid, já que aqueles nas primeiras filas têm todo o tempo necessário para armar o procedimento.
Em Maranello, a escolha pelo “turbo pequeno” foi feita por essa razão, o que explica a oposição da Ferrari a quaisquer mudanças nas regras — mesmo que o chefe da equipe McLaren, Andrea Stella, tenha levantado preocupações de segurança, caso haja o risco de um carro falhar na largada e parar perigosamente no meio do pelotão.
A Comissão da F1 se reunirá esta semana para discutir a questão, e há uma forte sensação de que compromissos podem ser buscados sobre as várias questões em pauta, incluindo a taxa de compressão do motor da Mercedes.