Acidente de Fermin Aldeguer
Quando se trata de lesões, o silêncio geralmente não é um bom sinal. Desde o momento em que Fermin Aldeguer fraturou o fêmur esquerdo na última quinta-feira, após sofrer um acidente no circuito Aspar durante uma sessão de treino, até o anúncio da Gresini Racing, que divulgou uma declaração com uma foto dele deitado em uma cama no Hospital Dexeus, em Barcelona, onde foi submetido a uma cirurgia, cinco dias se passaram. Um período considerável.
Detalhes da Cirurgia
Embora não tenham sido divulgados detalhes sobre a operação, o fato de que o procedimento levou cinco horas sugere que a equipe cirúrgica, liderada pelo Dr. Ignacio Ginebreda, encontrou um problema mais complexo do que o esperado inicialmente. Após o acidente, Aldeguer foi levado de ambulância para o Hospital Universitário La Fe, em Valência, e de lá foi transferido para Barcelona, onde passou por cirurgia na sexta-feira. “O pior já passou”, disse o piloto de La Nora em uma postagem publicada por sua equipe na terça-feira, que foi acompanhada de sua primeira foto desde o acidente.
Foco na Recuperação
Felizmente para Aldeguer, a cirurgia já ficou para trás, e seu único objetivo a partir deste momento deve ser a recuperação, para que ele possa retornar às pistas sem limitações impostas pelas consequências do acidente. É necessário que ele enfrente o caminho à sua frente sem pressa, sem forçar as coisas — algo muito mais fácil de dizer do que fazer, especialmente considerando que este revés ocorreu no pior momento possível e provavelmente terá consequências esportivas significativas no curto e médio prazo.
Expectativas para o Retorno
Ninguém se atreveu a especificar quanto tempo ele ficará afastado. No entanto, o Motorsport.com entende que será difícil para ele voltar a andar de moto para treinos antes do início de abril. De acordo com o calendário, isso colocaria seu retorno por volta da quarta corrida da temporada, no Qatar, momento em que as vagas mais cobiçadas do grid para 2027 já deverão ter sido preenchidas.
Aldeguer, considerado o melhor novato da última temporada na classe principal, com uma vitória e três pódios em seu ano de estreia, estava se aproximando de 2026 com a intenção de ganhar ainda mais destaque para melhorar suas condições atuais na Gresini, onde está aos comandos de uma Ducati de um ano. Qualquer esperança que ele pudesse ter de convencer a fábrica de Borgo Panigale de que merece uma das máquinas oficiais Desmosedici que irão às pistas quando as novas regulamentações técnicas entrarem em vigor provavelmente ficou para trás no circuito Aspar, exatamente no local onde ele sofreu o acidente.
Impacto no Mercado de Pilotos
O mercado de pilotos não espera por ninguém, e muito menos por aqueles que moldarão o grid daqui a dois anos. Esta má sorte retira Aldeguer da disputa entre aqueles que esperam alinhar ao lado de Marc Márquez sob o teto da garagem da fábrica da Ducati, assumindo que os executivos ainda não tenham escolhido um companheiro para o #93. Todos os sinais indicam que essa moto não será destinada ao piloto da Gresini, que agora será forçado a recalibrar seu foco e se concentrar exclusivamente em um processo de reabilitação que não será curto e que deve ser enfrentado sem atalhos.
Advertências Sobre Recuperação Acelerada
A provação enfrentada pelo irmão mais velho de Márquez — alguém com quem Aldeguer compartilha um vínculo próximo — após forçar seu retorno de uma fratura no braço em 2020 serve como o mais claro aviso sobre os perigos de tentar acelerar os tempos de recuperação. Aldeguer pode ter perdido o trem que esperava embarcar em 2027, mas sua jornada na MotoGP se estende muito além dessa data, especialmente considerando que ele tem apenas 20 anos e já mostrou do que é capaz.
Leitura Adicional
Em relação ao estado atual de Aldeguer, ele permanece hospitalizado após a cirurgia na perna e aguarda a alta médica. Além disso, a Pramac Racing se tornou a primeira equipe da MotoGP a revelar a pintura de 2026, evento que também chama a atenção no cenário atual das competições.