Pedro Acosta e as Dificuldades no Grande Prêmio da Alemanha da MotoGP
O piloto Pedro Acosta, da KTM, comentou que as lacunas iniciais entre os pilotos "não ajudam a criar um grande espetáculo" durante o Grande Prêmio da Alemanha da MotoGP, descrevendo as últimas dez voltas da corrida como "um desastre".
Domínio de Marc Marquez
Marc Marquez, da Ducati, liderou a corrida desde o início até o fim, completando as 30 voltas do Grande Prêmio da Alemanha com uma margem de vitória de cerca de dois segundos. O evento foi marcado por uma escassez de ultrapassagens ao longo do pelotão, sendo Acosta um dos pilotos mais ativos, saindo da oitava posição no grid e terminando em quarto lugar.
Desafios nas Ultrapassagens
A gestão da temperatura dos pneus dianteiros na pista sinuosa de Sachsenring foi um dos principais fatores que contribuíram para a falta de ultrapassagens durante a corrida. Quando questionado se a corrida foi agradável, Acosta respondeu que, até a volta 20, foi possível desfrutar, mas que as últimas dez voltas foram problemáticas.
“Você apenas anda de forma controlada, tentando não superaquecer os pneus e tentando simplesmente sobreviver. Além disso, é bastante difícil aproveitar, porque normalmente aqui as corridas acontecem de maneira bastante rápida. Acredito que já na volta 10, éramos eu, Marc e duas motos da Trackhouse, e já havia uma diferença de quatro segundos. Isso realmente não ajuda a criar um grande espetáculo, mas os pilotos apenas andando até a volta 20 estava aceitável”, afirmou Acosta.
Resultados Surpreendentes
Acosta finalizou a corrida na quarta posição, cerca de 2,5 segundos atrás do terceiro colocado no pódio. Ele considera esse resultado uma "surpresa" em sua volta após a cirurgia de túnel do carpo, realizada após o Grande Prêmio da Holanda.
“Podemos dizer que foi uma surpresa. Ninguém esperava essa performance na corrida. É verdade que hoje, durante o aquecimento, estávamos testando muitas coisas em relação ao dia anterior, e eu fiz muitos testes", disse Acosta.
Gestão de Pneus e Desempenho
Acosta mencionou que pediu à equipe para usar a moto que foi ajustada no dia anterior e fez o possível para gerenciar a situação da melhor maneira. Ele observou que já sabiam que o pneu traseiro médio era menos crítico para a gestão do pneu dianteiro e que a primeira queda na performance começou por volta da volta 17.
“Foi exatamente quando comecei a perder em relação ao [Ai] Ogura, mas precisamos ficar felizes. Eu gerenciei, acho, os pneus de forma razoável. Nós pressionamos no momento em que precisávamos, mas fomos bastante competitivos no início da corrida”, comentou Acosta.
O piloto expressou satisfação com o final da corrida, considerando-o um bom resultado antes da pausa de verão.