Pedro Acosta deixa KTM e se junta à Ducati
Pedro Acosta anunciou que está deixando a KTM para se juntar à Ducati, afirmando que sente que não tem mais tempo a perder em sua busca por uma motocicleta competitiva na MotoGP que possa lhe proporcionar um título.
Relação com a KTM
O piloto espanhol desfrutou de uma relação longa e bem-sucedida com a KTM desde que se juntou à equipe no final de 2020, após vencer a Red Bull Rookies Cup. Acosta rapidamente ascendeu na hierarquia do motociclismo, conquistando os títulos de Moto3 e Moto2 em rápida sucessão, antes de fazer sua estreia na MotoGP em 2024 com a Tech3.
Apesar de ter terminado a temporada passada em uma impressionante quarta posição no campeonato, após sua promoção para a equipe oficial da KTM, ele assinou um novo contrato com a Ducati para se unir a Marc Márquez no início da era de 850cc da MotoGP, que começará em 2027.
Oportunidade com a Ducati
Embora sua relação com a gestão de Mattighofen tenha permanecido forte, Acosta, de 22 anos, afirmou que teve que mudar de direção quando surgiu a oportunidade, insistindo que não poderia mais esperar que a KTM desenvolvesse uma motocicleta capaz de competir com os padrões da Ducati e da Aprilia.
“Coisas acontecem assim. Eu já disse quando assinei meu contrato com a equipe oficial que a única coisa que eu queria era uma moto para ganhar o campeonato. Está claro que essa moto ainda não chegou”, explicou Acosta. “Para ser honesto, não tenho mais tempo a perder. Ganhei muita experiência na KTM, mas também sentia que a Ducati era o desafio que eu precisava para minha carreira.”
Desempenho da KTM e Comparação com a Ducati
Embora a RC16 tenha melhorado consideravelmente desde que Acosta subiu para a MotoGP, com avanços significativos em áreas como a degradação dos pneus, ela ainda está atrás da Ducati GP26 e da Aprilia RS-GP tanto em desempenho em volta única quanto em corrida.
Dessa forma, Acosta, que se destacou como um dos pilotos mais consistentes da grelha, ainda não conseguiu registrar uma vitória em um Grande Prêmio. A KTM não vence uma corrida desde a vitória de Miguel Oliveira no molhado GP da Tailândia em 2022. Por outro lado, a Ducati conquistou o campeonato de pilotos nos últimos quatro anos consecutivos, apesar de enfrentar um desafio sério da Aprilia neste ano.
Reação da KTM à Saída de Acosta
A saída de Acosta para a Ducati criou uma situação desafiadora para a KTM, que teve que repensar seus planos de longo prazo após ter construído seu projeto de MotoGP em torno do piloto espanhol. A contribuição de Acosta para a equipe foi significativa, e ele marcou o dobro de pontos em comparação com seu companheiro de equipe, Brad Binder, na temporada passada.
Em uma entrevista franca, o chefe de Motorsport da KTM, Pit Beirer, admitiu que a saída do espanhol inicialmente deixou a equipe em uma situação frustrante, já que não esperavam que ele deixasse a marca para um concorrente.
“Precisamos aceitar que Pedro quer nos deixar porque ele esteve conosco por tanto tempo: Rookies Cup, campeão mundial de Moto3, campeão mundial de Moto2, fratura na perna, retorno; tantas coisas que passamos juntos”, disse Beirer ao MotoGP.com. “Então, estávamos apenas construindo o projeto juntos com ele como piloto.”
Novos Rumos para a KTM
“Mas, como sempre, a vida continua. Houve um momento que foi bastante frustrante, honestamente, porque nunca planejamos uma substituição. Estávamos colocando todas as fichas nele, de certa forma. Mas, como sempre, se uma porta se fecha, outra se abre, e então pudemos ver que esses meninos [Alex Márquez e Fabio di Giannantonio] estão se desenvolvendo muito bem; ambos deram um passo claro este ano em termos de desempenho, e entrar em contato com eles, conversar com eles, fazer um acordo com eles foi revigorante.”
Acosta acredita que a KTM estará em boas mãos no próximo ano, após a contratação do vice-campeão do ano passado, Márquez, e do piloto vencedor de duas corridas, di Giannantonio, para formar uma nova equipe.
“Eles têm esse campeão mundial, Alex, e um cara que agora é o número dois da Ducati [Di Giannantonio] no momento. Eles têm boas cartas para jogar no próximo ano”, afirmou Acosta.