Críticas às Unidades de Potência da Fórmula 1
Oliver Bearman, piloto da equipe Haas, fez parte do grupo de corredores que expressaram críticas em relação às atuais unidades de potência utilizadas na Fórmula 1. Essas declarações vieram após sua participação no Grande Prêmio da Bélgica, onde ele terminou a corrida na 14ª posição. Bearman destacou que as diferenças na forma como cada fabricante utiliza a energia das baterias têm gerado dificuldades para as ultrapassagens durante as provas.
Desempenho em Spa
Bearman comentou que o desempenho apresentado em Spa estava dentro das expectativas, mas enfatizou os desafios enfrentados ao competir contra carros equipados com motores da Mercedes. “Quer dizer, foi o mesmo que esperávamos, nem melhor, nem pior”, afirmou o britânico.
Dificuldades nas Ultrapassagens
De acordo com o piloto, a forma como a energia é distribuída entre as equipes resulta em dificuldades na aproximação e na realização de manobras de ultrapassagem durante a corrida. Ele explicou: “É difícil, sabe, especialmente contra as unidades de potência da Mercedes. Estávamos usando a energia de formas muito diferentes, e é muito difícil construir uma aproximação e ultrapassar. Mesmo no caso do Alex [Albon], eu estava razoavelmente mais rápido, mas simplesmente não conseguia ultrapassar com facilidade porque eles têm muito mais potência em pontos diferentes do que nós.”
Problemas com o Motor de Combustão
Bearman também criticou o tempo gasto utilizando exclusivamente o motor de combustão interna durante as corridas, afirmando que isso reduz a potência disponível em comparação com a Fórmula 2. “É complicado. E, claro, você passa muito tempo no superclipping, muito tempo só no motor de combustão, o que significa que você tem menos potência do que na F2, o que não é lá muito divertido, mas é a realidade com a qual temos que lidar”, explicou.
Expectativas para o Futuro
O piloto ainda comentou sobre as expectativas em relação a circuitos que exigem um alto consumo de energia, como Spa, Silverstone e Monza. Segundo Bearman, esses locais continuarão a apresentar problemas nos próximos anos. Ele declarou: “Nenhum de nós está feliz com o que estamos pilotando. Isso é muito claro. Isso nunca mudou. Claro, nos acostumamos e lidamos com isso e sabemos que não vai mudar, então não vamos reclamar todo fim de semana. Mas esta pista, Silverstone, Monza, todas vão ser horríveis pelos próximos anos, infelizmente.”